LIBERDADE DE OPINIÃO

O objetivo desse blog não é criticar negativamente as crenças e conceitos de outrem. É um exercício de reflexão com o mais puro sentimento de liberdade e de amor ao próximo. São textos de um mero estudante descobrindo o universo que vivenciamos.



domingo, 29 de agosto de 2010

MATÉRIA ESCURA E ENERGIA ESCURA

A HISTÓRIA

Para os antigos filósofos gregos, existia uma força universal chamada de EONS, pois não distinguia entre o mundo invisível e visível, essa estava presente no espaço-tempo, era uma constante, também concebida como eternidade.

Seria essa, também, a face desconhecida da energia ESPÍRITO dentro da concepção dos Rosacruzes (AMORC), ou ainda, dentro desta mesma linha, o NOUS ou ÉTER universal? A energia espírito é composta de quatro características básicas, que são as forças de atração, repulsão, adesão e coesão.
As escolas de mistérios no antigo Egito ensinavam que existia uma força vital geradora chamada de KA que relacionava cada ser com a força universal que anima o Cosmos. Pergunta: Qual a relação entre energia escura ou a matéria escura com a energia KA dos Egípcios?

AS DESCOBERTAS

Historicamente, foi uma grande surpresa para humanidade quando descobriram que o mundo não era quadrado, que a terra era redonda e girava em torno de si e do sol, movimento de rotação e translação. Depois, que o universo não era do tamanho que se pensava, ou seja, não se resumia a via láctea. Mais recentemente, alguns estudos detectaram que a existência de matéria escura, energia escura e uma expansão do universo, sem alteração no tamanho das galáxias, porém, o distanciamento delas. Estima-se que o universo conhecido é composto por 4% de matéria comum, 23% de matéria escura e 73% de energia escura. 

Os astrofísicos têm estudado a composição física do universo e estão se deparando com a falta de mecanismos para medir essa composição, isso se deve ao aumento da capacidade humana de observação do universo através dos grandes telescópicos, mas ainda não integrados os avanços da tecnologia de medição. Talvez isso ocorra por conta de uma quantidade mínima de países que despertaram para a corrida espacial, além dos altos custos de desenvolvimento, não obstante, tem-se notado que há avanços consideráveis.

Para falarmos de energia escura, devemos falar inicialmente de matéria escura, essa foi descoberta através de observação dos raios de luz emitidos pelos corpos celestes. Notou-se que raios eram desviados dos objetos, com as distorções da luz, mapearam-se as formas e locais, nesse momento, os cientistas perguntaram: O que existe no restante do universo? Resposta para a pergunta: Energia escura! Tanto energia escura como a matéria escura não absorvem e nem reflete luz.

Segundo alguns cientistas, cerca de 14 bilhões de anos atrás quando ocorreu o BIG BANG, já existia uma “guerra” entre a matéria escura e energia escura, a primeira apenas consegue interagir gravitacionalmente com a matéria comum, sendo a segunda uma espécie de estrutura universal que mantêm a harmonia, ou melhor, a estabilidade do universo, porém, essa é conhecida como a energia do vácuo, do nada.

Acredita-se que partícula WIMP (Weakly Interacting Massive Particles) compõe a matéria escura a qual estamos comentando, mas, é apenas uma teoria, porque não foi possível ainda detectá-la, inclusive, os ruídos dos raios cósmicos é dificultador para que isso aconteça. Os experimentos são efetuados no subsolo, em grandes profundidades, para diminuir consideravelmente a interferência dos raios cósmicos.
Por ser um enigma intrigante, a matéria escura, perturbou por algum tempo os cientistas quanto aos modelos existentes de como o universo funciona. Há algumas teorias a respeito da matéria escura, dizem que ocasionalmente as partículas se aniquilam, produzindo explosões de raios gama. Outra expõe que ela pode ser responsável por criar os buracos negros, segundo simulações feitas por modelo em computador, com dois tipos conhecidas: quente e fria.

DE VOLTA A HISTÓRIA

Na visão oriental, o vazio ou vácuo está ligado ao “sem forma”, mas, também, ligado a todas as formas. Na filosofia chinesa, a palavra ch’i tem um significado de gás ou éter, conhecido como o sopro vital ou a energia que anima o Cosmos.

O Kuan Tsé afirma que “O Tao do Céu é vazio e sem forma”.

Palavras de Chang Tsai:

“O Grande Vácuo não pode consistir senão em ch’i; este ch’i não pode condensar-se senão para formar todas as coisas; e essas coisas não podem senão dispersar-se de modo a formar (uma vez mais) o Grande Vácuo.”

Diante do exposto, fica uma certeza e pergunta, na antiguidade existia um conhecimento do universo muito aprofundado, mas como isso chegou até os nossos antepassados, sem os recursos de observação e de medição hoje existente?

Fernando Monteiro – 12 de Julho de 2010.

VIDA EXTRATERRESTRE

A humanidade está entrando de vez numa nova era de conhecimento, trata-se da exploração do universo, esta por sua vez permite grandes avanços tecnológicos e a expansão de uma consciência de cósmica.

Os fundamentos científicos têm-se alterados aos longos dos séculos, desde Ptolomeu com a teoria em que a terra era o centro do universo conhecido na época, passando para análise desta teoria Ptolomaica feita por Nicolau Corpénico constatando que a terra não era o centro do nosso sistema planetário e sim o Sol. No século anterior, novos horizontes no campo da física e astrofísica, proporcionados pelos estudos de alguns cientistas, entre eles Albert Einstein, desenvolveram projetos que se desenrolaram nas primeiras viagens espaciais e conseqüentemente a viagem do homem a lua. Mais recentemente verificou-se a existência de uma estrela, um sol, como tamanho de 1 bilhão de vezes maior que o nosso conhecido sol, muito distante em anos-luz. No mês de agosto de 2010 foi anunciada pelos astrônomos a descoberta de um sistema planetário ao redor de uma estrela (HD 10180) com semelhanças ao nosso.

Do ponto de vista religioso, sem desmerecimentos e sem apegos, nota-se que a bíblia sagrada dos cristãos e os seus cinco primeiros livros, base da religião judaica, já fala a respeito da criação do Céu e da Terra no gênesis, apesar do desenrolar literário focado nos acontecimentos terrenos. Atento aos avanços das pesquisas e para não cometer erros do passado, o Vaticano tem um grupo de estudo e um observatório para acompanhar as descobertas dos cientistas, coordenado pelo jesuíta e PhD. José Gabriel Funes. Pois prega, não a existência de um Deus terrestre, mas sim, de um Deus universal.

Observando a natureza em nosso planeta, nos deparamos com uma diversidade de flora e fauna impressionante. Olhando as estrelas numa noite de céu “limpo”, vemos nas constelações uma quantidade incalculável de estrelas a olho nu, imaginemos pelo infinito do cosmos a quantidade que não conseguimos observar nem mesmo com os mais avançados telescópicos.

Sem as empolgações dos ufólogos, sem os questionamentos de Erich Van Daniken que através de seus livros fez analogias sobre a possibilidade da terra ter sido colonizada por seres extraterrestres, no entanto, com muito respeito a todos e as todas as crenças humanas relacionado a tema ora discutido, estamos chegando a um momento em que a sociedade em geral deverá fazer uma reflexão, sem o egoísmo de acreditarmos que somos os únicos filhos do Cosmo. Sem o dito popular de ver para crer, em função das distâncias e os investimentos necessários, decorrendo muito tempo de estudo para buscar as respostas das questões sobre essas diversidades de raças, mas encarando sim, uma possibilidade de não estarmos sós no universo, isso julgo importante para mudança e encarar sem medo esse novo paradigma.

Uma coisa é certa, pode-se haver vida sim, da mesma forma que temos seres inferiores e superiores na natureza terrena, devemos ter seres superiores e inferiores na natureza universal com os mais variados níveis de consciência. Dentro dessa linha deixo meus votos de uma profunda reflexão sobre o tema e o desejo de um mundo mais justo e perfeito, coordenado com os mais puros sentimentos de luz, vida e amor.

Fernando Monteiro – Recife, 24 de agosto de 2010.